quarta-feira, 26 de abril de 2017

Se seu filho está te tirando do sério, isto é sério!

Excelente artigo!

"Se seu filho te tira do sério, isso pode ser sério!

Na verdade crianças não “tiram os adultos do sério”.
Adultos já estão “fora do sério”.
Adultos vivem “fora do sério” por questões pessoais!
Por suas próprias frustrações, preocupações, medos, mágoas, receios, pressa, pressões externas e internas.
Os adultos estão constantemente fora de si, desarmonizados, encolerizados, contidos, como bombas prestes a explodir.
O que acontece é que mais facilmente se deixam explodir quando precisam lidar com quem é menor, mais frágil, indefeso, quando lidam com quem  não precisam temer uma retaliação…
Por isso, antes de se permitir “sair do sério” com uma criança, reflita se você já não está “fora do sério” por outras razões em sua vida, razões que só você pode (e deve) tentar mudar!
Talvez seja a vida apressada, cheia de horários controlados por segundos preciosos, que não podem ser “perdidos” por causa de uma criança, que precisa andar mais devagar para olhar pedrinhas na calçada.
Talvez sejam as contas para pagar e os prazos para cumprir, que consomem, além de energia física, uma preciosa tranquilidade mental, tão necessária para desfrutar da companhia dos filhos.
Talvez sejam as expectativas pessoais, que visam sempre um futuro melhor, mas fazem esvair por entre os dedos qualquer possibilidade de viver o agora, e tal impossibilidade grita através do choro dos filhos, que imploram neste momento a atenção de hoje.
Adultos estão constantemente “fora do sério” por causa das mágoas do passado, da pressa no presente e das angústias do futuro!
E as crianças, na verdade, precisam de muito pouco.
Porém, o pouco que elas precisam é algo que se tornou muito difícil para nós, adultos!
Elas precisam de tempo de qualidade, de olhar demorado, de presença verdadeira, sem TV ligada, sem atender o celular no meio da brincadeira, precisam de uma volta na pracinha sem um “anda logo”.
As crianças não nos tiram do sério, não nos cobram nada, é que nós, preocupados, ansiosos e infelizes, nos sentimos cobrados internamente, e quando uma criança nos pede algo simples, lá no fundo sentimos vergonha, pois descobrirmos que somos, ou estamos, incapazes de realizar mesmo as coisas mais simples.
São as coisas simples que carregam em si as maiores alegrias.
Nossas escolhas, conscientes ou não, determinam muitas coisas em nossas vidas, e as crianças chegam depois que muitas dessas escolhas já estão solidificadas; e chegam em meio a um turbilhão de preocupações, prazos, horários, dívidas e metas, chegam silenciosas em meio a mil vozes que nos dizem que são elas, as crianças, que precisam se adaptar e se encaixar.
As crianças chegam nos pedindo um pouco mais de tempo, passos mais lentos, olhares mais atentos, abraços sem pressa, sorrisos sem limites…
Chegam nos mostrando que nem nós deveríamos aceitar nos encaixar na vida atribulada e vazia, que nos consome na mesma medida que consumimos cada dia sem sentir, sem perceber.
As crianças não nos cobram, elas nos mostram que estamos incapazes de desacelerar, de sorrir, de contemplar, de cantar ou dançar, de respirar e suspirar, de sentir alívio ou paz.
E em vez de refletirmos sobre nossas escolhas, que podem não ter sido as melhores até então,  mas que podem melhorar, ou até mesmo serem diferentes a partir de agora, a gente “prefere” brigar com as crianças, bater nas crianças, sair do sério com as crianças!
Os filhos nos lembram constantemente sobre o que realmente importa, especialmente quando nem queremos que nos lembrem dessas coisas.
Os filhos querem apenas um pouco mais da gente mesmo! Mas isso se tornou quase impossível, pois perdidos entre as experiências do passado, a pressa no presente e o medo do que virá amanhã, nem conseguimos nos lembrar quem somos, ou quem queríamos ser...
Não lembramos mais quem somos em meio a tantas preocupações e angústias!
Precisamos refletir não sobre os adultos que nos tornamos, mas sobre as crianças que nós mesmos um dia fomos!
Tentar lembrar o que sentíamos, o que desejávamos, o que era importante para nós quando éramos pequenos!
Não existe criança que precisa apanhar para aprender, o que existe, infelizmente, é adulto que precisa bater, e que batendo, acredita que está ensinando algo bom.
Bater, agredir, gritar, deixar chorar, apressar, negar, brigar, culpar, ignorar…
E isso tudo por causa de suas próprias questões pessoais.
É difícil e trabalhoso enxergar que o problema no comportamento da criança pode ser a escola que ela é obrigada a frequentar, é muito difícil e trabalhoso enxergar que o problema pode ser o ritmo acelerado da vida que nós escolhemos.
Pode ser trabalhoso perceber que o problema pode ser as pessoas que rodeiam as crianças.
Pode ser difícil e doloroso enxergar que o problema pode ser a gente mesmo.
Por isso, e por muitas outras coisas, decidimos que o problema é a criança, e por não conseguirmos mudar o contexto que nós  vivemos, tentamos mudar a criança.
Romper com o passado, mudar o presente e temer menos o futuro, pode dar muito trabalho!
Então, decretamos que são as crianças que nos tiram do sério.
Quando cuidar e educar se limita a fazer dos filhos aquilo que a gente quer, quando se limita a enquadrá-los à força dentro de uma rotina alucinada, perdemos toda a leveza, a liberdade e a alegria.
Tudo se torna extenuante, e até o que é natural é percebido como se fosse um problema.
Existem métodos, dicas de disciplina positiva que podem indicar o caminho, mas não há soluções prontas, especialmente se o que os pais procuram é um método milagroso que elimine todo e qualquer conflito.
As situações tensas, os embates, as crises, sempre vão existir, e são parecidas em todas as famílias, o que difere é a capacidade que algumas pessoas tem de lidar com elas de uma forma mais leve e produtiva.
Não adianta querer ser imediatista. E atualmente todos sofremos deste mal, queremos ser atendidos imediatamente, queremos que as encomendas cheguem o quanto antes, queremos que a fila ande o mais rápido possível, nós, os adultos, queremos que o link abra em um segundo, queremos o resultado já, agora, neste instante.

E no que diz respeito a relações humanas, o tempo de resposta não está na velocidade de um clique, a resposta está na confiança que se planta a cada dia, mas se colhe num tempo que não podemos controlar.

Criar e educar é uma construção diária, lenta, trabalhosa, que se prolonga por todo o tempo que durar a relação, ou seja: provavelmente a vida inteira.
O diálogo, a confiança e o respeito se constroem dia a dia, nas coisas simples, através dos detalhes.
Algo que aparentemente não deu certo em uma determinada situação pode ter sido uma semente a germinar e gerar frutos benéficos em um futuro próximo ou distante.
Nada se perde no que diz respeito aos cuidados com os filhos!
A maioria das situações de conflito que surgem, especialmente as rotineiras, as que se repetem, podem ser evitadas e contornadas.
Os momentos de crise, de embate entre pais e filhos, podem ser superados de forma harmônica e construtiva, isso se houver um pouco mais de paciência, boa vontade, autoconhecimento e tempo, coisas que dependem dos adultos e não das crianças.
Carl Gustav Jung já dizia que se você encontrar algo que gostaria de mudar em uma criança, deveria antes se perguntar se não há algo que você deveria mudar em você mesmo.

Antes de erguer a voz para uma criança, reflita sobre o quanto está ouvindo a sua própria voz interior, e se está sendo capaz de compreender o que esta voz lhe diz.

Antes de erguer a mão para uma criança, reflita sobre o quanto está erguendo a mão para mudar o que não está bom, dentro e fora de você...

Que nos sirva apenas de alerta, ou como um convite para refletirmos, que sempre há muito a ser mudado em nós mesmos, quando temos o ímpeto de mudar algo em uma criança!"

Luzinete R. C. Carvalho  (autora)

terça-feira, 28 de março de 2017

Star Wars sob a Luz da Psicanalise - Edipo Jedi



     Porque Star Wars atrai tanto a uma criança de quatro anos ? O que existe por tras de tantos droides, robos, lutas, espaco intergalactico, saibres e Darth Vader? Essas e outras perguntas brotaram em minha mente observando meu filho venerando essa saga. E sem duvida alguma,  merecia uma releitura provocativa e talvez seja mais bem entendida como algo muito diferente, uma historia profundamente edipiana sobre pais, filhos e maes indisponiveis. 
      Freud atravessa essa saga permeando a busca desesperadamente de um filho orfao - Anakin( Darth Vader) por algum tipo de figura paterna, sobre quem ele e inevitavelmente ambivalente. Em primeiro lugar, tal figura e QUIN-GON; entao e OBI- WAN, e finalmemte o IMPERADOR.
       O caminho de Anakin pelo lado sombrio se inicia quando sua mae e morta, Em certo sentido, e apaixonado por ela. Todos os filhos nao sao apaixonados por suas maes? Desse ponto de vista, a tragediu imenso poder eles parecem capazes de qualquer coisa.
          Em Star Wars, Anakin, e a figura satanica, a personificaco do mal. Ele foi tornado bom porque seu filho insiste em ver bondade nele e dcide ama-lo; e por que Anakin escolhe retribuir esse amor.
           A Redencao e precedida por uma luta feroz entre pai e filho( todo filho deseja muito isso , e tb odeia essa ideia e e tb aterrorizado por ela - Edipo). Vader deveria ganhar, ( como o fez em o imperio contra -ataca) ele e muito maior e parece mais forte, mas treinado por Yoda, Luke consegue se impor. Vader, forcado a recuar, perde o equilibro e e derrubado escada abaixo, Luke fica no topo, pronto pra tacar, a beira da vitoria ele se recusa a ir ate o fim e diz: "Eu nao vou lutar com vc Pai"e Vader responde: " Vc e tolo baixando a guarda" Nesse momento Luke , tomado pela furiado lado sombrio, usa sua raiva e decepa a mao direita de seu Pai na altura do pulso. Vader entao, fica a merce de seu filho e o imperador diz:"seu odio o fez poderoso, agora cumpra o seu destino e tome lugar de seu pai ao meu lado"Luke rejeita a ideia de cometer parricidio e diz" Vc falhou alteza! eu sou um jedi, como era meu pai antes de mim", Dai entao, o imperdador tenta matar Luke e Luke pede: "Pai, me ajuda", nesse momento, vader ergue o imperador e o arremessa para a morte, salvando seu filho Luke, porem o proprio Vader esta morrendo…Ele diz vaiLuke, Vc ja me salvou - Nesse momento, podemos percerber a redencao e a elaboracao do Edipo.
           Afinal, o filho era bom, e tinha vindo dele, entao deveria haver algo de bom nele tb. 
            Uma razao pela qual nos amamos outras pessoas, e que elas nos ajudam a amar a nos mesmos. Luke fez isso por Anakin( Darth vader), e Hans solo tentou faze-lo por Kylo Ren.
            Para um conto de fadas isso e perfeito pois ajuda a crianca identificar seus desejos,  seus temores e suas escolhas que sao pertinentes a essa idade.
          Espero ter respondido a pergunta inicial, com certeza, meu olhar e total tendencioso e a de Darth Vader e uma complexa e psicologicamente aguda reformulacao da historia de Sofocles.
        Para cada crianca, uma pai deve parecer, as vezes uma especie de Vader - grande, alto, assustador, com uma voz profunda e retumbante, insanamente poderoso e, pelo menos, potencialmente violento. Para qualquer crianca, um pai e tanto jedi- suave, tranquilizador e bom como Vader- feroz e sufocador de pensamentos. Entretanto, todo pai vai oferecer a sua propria combinacao, mas imenso poder eles parecem capazes de qualquer coisa.
          Em Star Wars, Anakin, e a figura satanica, a personificaco do mal. Ele foi tornado bom porque seu filho insiste em ver bondade nele e dcide ama-lo; e por que Anakin escolhe retribuir esse amor.
           A Redencao e precedida por uma luta feroz entre pai e filho( todo filho deseja muito isso , e tb odeia essa ideia e e tb aterrorizado por ela - Edipo). Vader deveria ganhar, ( como o fez em o imperio contra -ataca) ele e muito maior e parece mais forte, mas treinado por Yoda, Luke consegue se impor. Vader, forcado a recuar, perde o equilibro e e derrubado escada abaixo, Luke fica no topo, pronto pra tacar, a beira da vitoria ele se recusa a ir ate o fim e diz: "Eu nao vou lutar com vc Pai"e Vader responde: " Vc e tolo baixando a guarda" Nesse momento Luke , tomado pela furiado lado sombrio, usa sua raiva e decepa a mao direita de seu Pai na altura do pulso. Vader entao, fica a merce de seu filho e o imperador diz:"seu odio o fez poderoso, agora cumpra o seu destino e tome lugar de seu pai ao meu lado"Luke rejeita a ideia de cometer parricidio e diz" Vc falhou alteza! eu sou um jedi, como era meu pai antes de mim", Dai entao, o imperdador tenta matar Luke e Luke pede: "Pai, me ajuda", nesse momento, vader ergue o imperador e o arremessa para a morte, salvando seu filho Luke, porem o proprio Vader esta morrendo…Ele diz vaiLuke, Vc ja me salvou - Nesse momento, podemos percerber a redencao e a elaboracao do Edipo.
           Afinal, o filho era bom, e tinha vindo dele, entao deveria haver algo de bom nele tb. 
            Uma razao pela qual nos amamos outras pessoas, e que elas nos ajudam a amar a nos mesmos. Luke fez isso por Anakin( Darth vader), e Hans solo tentou faze-lo por Kylo Ren.
            Para um conto de fadas isso e perfeito pois ajuda a crianca identificar seus desejos,  seus temores e suas escolhas que sao pertinentes a essa idade.
          Espero ter respondido a pergunta inicial, com certeza, meu olhar e total tendencioso e profissional.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Retomando 3,2,1....Somos um completo de-vir

Meus Queridos,

 Depois de algum tempo, estou retomando meu blog com forca. A Funcao Materna me virou do avesso mas decobri que esse avesso e o meu melhor lado.
 Parei aqui, porem em minha clinica continuei as atividades 3 meses pos-parto...
 E nesse tempo, me vi diante de uma nova realidade, atravessada de alegrias, porem, com novas questoes, questoes estas, que me fizeram pensar o sujeito como um navegante, se adaptando as adversidades, como consequencia de suas escolhas.
Uma (re)-construcao de identidade, e com ela novas prioridades, escolhas e muita renuncia. 
Entretanto, estou aqui, pelo desejo que me move de repassar o que ha de mais sublime no ser humano, as emocoes e suas vertentes.

E que vcs continuem me acompanhando nesse (de)- Vir
um bjo em todos

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Aniversário de 2 anos do Blog!!!


Meus Queridos Leitores,
Hoje o blog está fazendo 2 aninhos!!! E só tenho a agradecer a vcs, principalmente aos meus pacientes que não só me inspiram como me ensinam a real essência da vida....Compartilho com vocês a declaração de Steve Jobs, nela me identifiquei por completo "Me convenci que a única coisa que me fez seguir em frente é que eu amava o que fazia. Você tem que achar o que ama. Seu trabalho vai preencher boa parte da sua vida. E é a única maneira de ser verdadeiramente satisfeito. É fazer o que acredita ser um ótimo trabalho, e a única maneira de fazer um ótimo trabalho, é amar o que você faz. Se você não achou isso ainda, continue procurando, e não desista. Como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. (...) Não desista."





segunda-feira, 30 de maio de 2011

VIII Jornada de Psicologia do INCA

Tema: CUIDANDO DE FAMÍLIAS ENLUTADAS
Aguardo todos vocês!!!




Venho através deste convidá-los para a VIII Jornada de Psicologia Oncológica do INCA

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Convívio com animais favorece o sistema imunológico e reduz estresse

PESQUISA






Convívio com animais favorece sistema imunológico e reduz estresse







A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. A conclusão tem como base a revisão de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades. Os cientistas destacam, por exemplo, a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. O objetivo do mapeamento, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era enfatizar informações relevantes e pouco conhecidas sobre os benefícios sociais, psicológicos e físicos na relação entre o homem e o animal.
De acordo com o levantamento, as vantagens independem da idade. Os pesquisadores da USP citam, por exemplo, um trabalho que identificou vários benefícios aos bebês que convivem com cães. Certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em crianças de um ano quando expostas precocemente à presença de um cão. Segundo a pesquisadora Carine Savalli Redígolo, este trabalho mostra que o convívio possibilita aos bebês ficar menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. “Também foi observada a redução de rinites alérgicas por volta dos 4 anos e dos 6 aos 7, devido à redução da imunoglubina E, um anticorpo que quando em altas concentrações sugere um processo alérgico”, afirma. De acordo com a pesquisa ainda há resistência de pessoas com filhos pequenos adquirirem um animal de estimação: 44% das residências que têm pelo menos um pet são de casais com filhos jovens ou adolescentes; este número cai para 16% quando se trata de famílias com crianças até 9 anos. Um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. “Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, sendo importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona”, explica Carine.
Outros estudos identificados pelos pesquisadores da USP também avaliaram as taxas de sobrevivência, no ano posterior a um infarto agudo do miocárdio, em donos de cães, gatos e outros animais de estimação e em pessoas que não possuíam bichos. Segundo os pesquisadores, depois de determinado período, verificou-se que a posse de um cão contribuiu significativamente para a sobrevivência dos pacientes, pelo menos no ano seguinte ao incidente. Já no controle de hipertensão arterial, os estudos também apontam benefícios. Profissionais que viviam em condições de estresse e faziam controle do problema com medicação foram divididos em dois grupos: os que tinham cachorro ou gato e os que não possuíam animais. A pesquisadora Maria Mascarenhas Brandão afirma que, seis meses depois do início do monitoramento, foi constatado que as taxas de pressão sanguínea diminuíram para ambos os grupos. Entretanto, nas situações geradoras de estresse a resposta foi melhor para os donos de cães. Além disso, este grupo aumentou significativamente suas taxas de acertos em contas matemáticas, em relação àqueles que não possuíam os animais.



Escrito por blogdamentecerebro às 18h11



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Nos limitamos...

Somos limitados por tudo que não sentimos!
                          por tudo que não vemos!
                          por tudo que não escutamos!
                          por tudo que não conseguimos tocar!
Lembrando que temos o livre-arbítrio sempre!!!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A falta x O excesso

   Na concepção psicanalítica das origens existe o excesso e algo para sempre perdido. No
caso deste último trata-se de um objeto, que é continuamente recriado no mundo representacional,
mas para sempre buscado em sua plenitude. Esse movimento torna-se matriz do desejo que aponta,
como uma bússula, para realizações sempre parciais. Em sua forma completa, inteira, embora
sempre procurada, esse pedaço do paraíso se mantém, entretanto inatingível.
Assim o que acontece na psicanálise é que o indivíduo revisita o seu passado, para criar maior
autonomia para o futuro.
Pobre indivíduo autônomo! numa sociedade imperfeita e contraditória, dele se espera uma
funcionamento perfeito e integrado e principalmente, se autônomo mesmo, que seja capaz de regular
seus próprios impulsos para não deslizar para a compulsão e o fundamentalismo.
Mas o que nos informa a clínica atual? Como já foi fartamente discutido, a contemporaneidade, tem
como exigência uma forma de ser fragmentada, provisória e contingente, propiciadora da
constituição de patologias do eu ou do narcisismo.
O ponto comum que encontro em meu cotidiano clínico constituídos por pacientes fóbicos,
anoréticos, normóticos, compulsivos que correm atrás de “adrenalina existencial”, de subjetividades
que vivem intensamente o sexo frente à tela do computador ou àquelas presas masoquisticamente a
valores fúteis e/ou ideais acachapantes de casamento, amor, sucesso ou felicidade, é a figura cruel do Superego.
E o homen segue buscando e bancando sua angústia...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Família

Queridos,

Compartilho com vocês esse texto espetacular sobre a família, instituição fundamental em nossas vidas, e que de alguma forma faz toda a diferença principalmente nas datas comemorativas de final de ano. Seja ela a família biológica,  a família que construímos ou até mesmo a família que escolhemos.
"Família é prato difícil de preparar"

(de "O Arroz de Palma", de Francisco Azevedo)


    Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
    E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo.    Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
    Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.

    Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
    O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
    Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
      Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pulso

A relação entre a necessidade e demanda produz uma defasagem onde nasce o desejo. Uma busca interminável para preencher uma falta que insiste em se fazer presente. Afinal de contas, que falta é essa? Freud no seu texto Mal-Estar na Civilização aponta que a cultura pode ser destruidora. Ela valoriza alguns padrões, comportamentos, com os quais muitas vezes somos capturados. Podemos observar como exemplo muito comum nos dias de hoje, o uso excessivo de medicações na tentativa de “uma certa cura” de estados de angústia que, muitas vezes, poderiam ser repensados e ressignificados sem o uso de tais medicações. A medicação está a serviço do patológico. Estamos na era da patologização que também está a serviço de algo que é valorizado pela cultura. Essa cultura é massacrante, e pode promover verdadeiros genocídios nas nossas relações.
Afogados e encharcados por todas essas exigências em que somos convocados, entramos em contato com nossos vazios e impossibilidades que se tornam insustentáveis. Confrontamo-nos com nossos sentimentos mais profundos e doídos, que são reverberados internamente e sentidos numa espécie de terror sem nome. Confusos e impotentes entregamos para o “o outro” o poder de alguém que possa nos ajudar, onde não mais nos reconhecemos, nem “Como fazer?” “E o que fazer?”
Melanie Klein- Percussora da escola inglesa de Psicanálise com ideias emancipadoras de Freud- aponta em sua obra que as pessoas não sofrem apenas de carências, repressões e traumas. Há um sofrimento pela falta de experiências emocionais que propiciem um desenvolvimento/crescimento. Podemos então abrir a questão: Até que ponto nos deixamos paralisar frente às exigências da cultura e deixamos de pensar no nosso papel enquanto sujeito de nossas experiências? O desejo vai estar sempre tentando dar conta da falta. E essa falta vai sempre existir, na medida em que são produzidas mais exigências na vida. A frustração é inevitável. Paralisar?. Não podemos deixar de pensar num conceito fundamental em psicanálise, o conceito de pulsão. As pulsões caracterizam-se numa pressão ou força que faz o organismo tender a um objetivo. Freud aponta que o dualismo pulsional, entre pulsão de vida e pulsão de morte é inerente ao ser humano. É algo que temos conosco e nos impulsiona na vida, no trabalho, nas relações, nas experiências, procurando nossos objetivos, nossos objetos.
Quando então pensamos na busca interminável por algo que falta, sobre o desejo que grita por aquilo que escapa, na angústia que nos encharca, no indizível, no inominável que nos é povoado pelas frustrações inevitáveis da vida, no medo de um futuro próximo e na incerteza se chegaremos lá, passamos por períodos de não compreensão de nós mesmos. As pulsões como um tornado, passam a ter grandes dificuldades de encontrarem seus objetivos. Falta o ar, o oxigênio, entramos numa espécie de areia movediça. E nossas pulsões? Continuam no seu conflito constante e querem achar seus objetivos… Como?
Wilfred Bion-Psicanalista com importante contribuição na escola inglesa de Psicanálise, no texto, “Sem Memória, sem Desejo, sem Compreensão”, um texto técnico e a priori sem função para os que não são da área psi, nos coloca uma questão que está para todos, na qual podemos refletir, sobre o que fazer quando estamos nesses períodos de não-compreensão de si próprio, do outro, da vida. Ele recomenda o tanto quanto possível, nos aproximarmos de um estado de vazio interno, não um estado da falta, mas um estado que se equaciona numa disponibilidade interna para se escutar, e também para escutar o que o outro tem a dizer de novo. O autor atenta para que não nos deixemos contaminar com nossos desejos, crenças, julgamentos. E assim tentármos criar um ambiente interno favorável, uma espécie de silêncio interno, fundamental para que escutemos o ecoar das muitas possibilidades de encontros e caminhos que temos a seguir. Embarque. As escolhas são nossas!

                                                                                               Por Viavian Costa






quinta-feira, 15 de julho de 2010

Aniversário

Queridos,

Esse mês o blog faz um aninho....e enquanto tal ainda está engatinhando. Mas espero poder dividir com vocês tudo ou quase tudo que a psicanálise e suas vertentes têm a nos oferecer.
Somos um de-vir a todo instante e meu blog não será diferente.
Agradeço a todos( principalmente aos meus queridos pacientes) que de uma certa forma contribuem para que a psicanálise nos atravessem a todo instante. 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Eis o Humano...

Que enquanto relação, um singular que, não pode existir sem o outro.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Para Pensar....

Mude suas opniões mas não mude seus princípios!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Re-significando o viver...

Todos nós vencemos todos os dias. Já parou para pensar nisso? Vencemos problemas cotidianos, superamos nossas frustrações, encaramos o inimaginável. Não nos damos conta, na maioria das vezes, de como somos capazes.
Mas, há também os que não têm chance alguma. Não têm opção de vencer. Morrem em acidentes de carro, são vítimas de covardia e crueldades ou vítimas de diagnósticos errados e tardios. E assim têm a vida interrompida abruptamente pelo imprevisto, pelo inesperado. Sem nenhuma chance.
Câncer: sentença ou renovação?
Sujeitos que ganham uma nova oportunidade de viver e não desperdiçam ?
Observo em minha clínica que não raramente esses sujeitos acometidos pelo adoecimento agarram-se a esta nova chance e persistem em suas trajetórias de esperanças minimizando suas angústias e otimizando seus mecanismos de enfrentamento.
Só tenho a agradecer pela honra de ser uma coadjuvante e compartilhar tamanho aprendizado!!!!









sexta-feira, 12 de março de 2010

Pensando a Metafísica da Liberdade...

A idéia de que, ao menos em certa medida, os sujeito é livre constitui um dos mais importantes traços de imagem que formamos acerca de nós mesmos. Entretanto tentar determinar com precisão em que consiste realmente a liberdade e em que condições, ela é possível, a tradição filosófica nos mostra que somos conduzidos a certos impasses teóricos dos quais ainda não conseguimos nos livrar: somos livres quando simplesmente nossas ações são livres? Quando fazemos o que queremos? Ou é preciso que nossa vontade tb seja livre?, isto é, que nosso querer não seja fruto de nenhuma determinação externa? A liberdade pressupõe que haja indeterminação no mundo? Ou ela é possível num mundo determinista? A responsabilidade moral depende da existência de alternativa? Afinal, o que é ser livre?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pensar o Impensável...

Nós somos o que fazemos repetidas vezes. Portanto, a excelência não é um ato, mas um hábito!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Desejo a todos um 2010 megavibrante!!!
E que seja uma nova oportunidade para acertarmos....

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Emoções no Divã

"O Natal é tempo de balanço da qualidade dos vínculos que estabelecemos com aqueles que nos são mais próximos. É tempo de avaliação do amor que damos e recebemos. Não do amor público, social, abstrato, universal, quase impessoal, mas do amor mais íntimo, concreto e personalizado que existe. Nesse sentido, o Natal é o oposto do Carnaval. As emoções carnavalescas não dizem respeito aos nossos amores permanentes e cotidianos. Dizem respeito aos encontros e desencontros dos pierrôs, arlequins e colombinas que cada um traz dentro de si. O Carnaval, portanto, conta nossas realizações e frustrações em relação aos sonhos secretos de amor que todos sonhamos - os encontros e desencontros enamorados, os namoros bem e mal-sucedidos. O Carnaval é, assim, tempo de balanço de nossa capacidade de despertar magia e sedução.
Já a Passagem de Ano é uma festa híbrida. Contém todos os elementos do Natal e do Carnaval. Não é a toa que tanta gente cumpre sempre um mesmo ritual. Até a meia-noite a pessoa fica com a família, para, em seguida, afogar as mágoas sambando pelas ruas e pelos salões, em cadência de folia.
No entanto, a Passagem de Ano é mais complexa ainda. Não só contém emoções natalinas e carnavalescas, como também contém emoções mais amplas ainda. Na realidade, trata-se de um tempo de balanço. Mas não só de balanço familiar e dos amores enamorados. Trata-se de um balanço geral, que engloba TODOS os aspectos de nossa vida. Tudo o que fomos e deixamos de ser. Tudo o que realizamos e não conseguimos realizar, desde o passado mais longínquo até o presente mais imediato. A tudo isso somam-se as esperanças e apreensões de um novo ano que se inaugura. Ocorre-nos então uma pergunta decisiva: nosso futuro será mais auspicioso que nosso passado? Pergunta que põe em questão toda nossa vida.
Sem dúvida, são muito intensa as reflexões propiciadas por essa época do ano. Não é a toa que tanta gente vive com apreensão um momento tão denso de emoções, concentradas em um curto período de tempo.
Por fim, a Passagem de Ano é a época da confraternizaçã o universal. Devido a esse aspecto, evoca a qualidade de nosso relacionamento com o mundo. Trata-se de uma festa em que somos avaliados. E essa avaliação se dá tanto no plano privado quanto no plano público. Por isso, é possível dizer, sem cair no exagero, que dificilmente há comemoração comunitária mais complexa que a festa de Passagem de Ano. Complexidade que se traduz na soma de emoções, muitas vezes conflitantes, que acometem praticamente todas as pessoas." Por Eduardo Mascarenhas

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SER...

Onde estiver, ESTEJA!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ah! O Desejo....

O desejo é o que torna o irreal possível!